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ChatGPT ganha rival criado pelo Google, o Bard

ChatGPT ganha rival criado pelo Google, o Bard

O Google anunciou nesta segunda-feira (6) o Bard, um robô conversador (chatbot) que usa inteligência artificial para concorrer com o popular ChatGPT, da OpenAI. A novidade estará disponível para teste “nas próximas semanas”.

Assim como o ChatGPT, o Bard usa informações da internet para fornecer respostas. Inicialmente, os usuários poderão aproveitar a tecnologia e compartilhar feedbacks que serão usados no aprimoramento do robô.

O Google também confirmou que o Bard estará no principal produto da empresa: as Buscas.

“Vamos combinar o feedback externo com nossos próprios testes internos para garantir que as respostas de Bard atendam a um alto nível de qualidade, segurança e fundamentação em informações do mundo real”, disse Sundar Pichai, presidente-executivo da Alphabet, empresa dona do Google.

“Ele pode ajudar você a explicar novas descobertas do Telescópio Espacial James Webb da Nasa para uma criança de 9 anos, ou aprender mais sobre os melhores atacantes do futebol no momento”, completou Pichai.

Por trás do Bard, está o Language Model for Dialogue Applications (LaMDA), a inteligência artificial do Google que gerou texto com tal habilidade, que, segundo um engenheiro da empresa, tinha consciência própria, uma alegação amplamente rejeitada pela companhia e por cientistas.

Pichai ainda confirmou que o Google está usando uma versão do LaMDA que requer menos poder de computação para que mais pessoas possam testar a ferramenta.

Alguns dos sofisticados chatbots sociais de hoje são comparáveis ao LaMDA em termos de complexidade, uma vez que aprenderam a imitar conversas genuínas em um nível diferente de outras inteligências artificiais, como Alexa, Google Assistente e Siri, segundo a agência Reuters.

Fonte: g1 Globo

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Tecnologia 5G pode agregar US$ 1,2 trilhão ao PIB até 2035

A implementação da internet 5G pode agregar ao Produto Interno Bruto (PIB) nacional algo em torno de US$ 1,2 trilhão, ou aproximadamente R$ 6,5 trilhões até 2035, de acordo com levantamento da Nokia. A tecnologia trazida pelo 5G, com alta performance de velocidade, possibilidade de múltiplas conexões e baixo tempo de resposta tem o potencial de fomentar o desenvolvimento de tecnologias que vão otimizar o setor produtivo e impactar significativamente no crescimento econômico do país.

O impulsionamento da inovação e da competitividade econômica motivado pelo 5G foi discutido no último dia 11, durante a primeira edição do seminário internacional 5G.BR, promovido em São Paulo pelo Ministério das Comunicações. Um dos painéis do evento focou na revolução que a nova tecnologia pode causar na indústria e na economia do país. Os palestrantes debateram sobre como a quinta geração de dados móveis impacta na transformação digital, potencializando o uso de Internet das Coisas (IoT).

Igor Calvet, presidente da ABDI, acredita que estamos, com o 5G, vivenciando a quarta revolução industrial, que passou pelo vapor, pela eletricidade, pelo processamento de dados e, agora, vai se aproveitar da integração do mundo físico com o digital, com uma otimização nunca antes vista.

“A gente está diante de uma coisa que pode viabilizar uma revolução do ponto de vista da indústria, eu diria que essa conectividade permitida pelo 5G vai aproximar consumidores de fornecedores, vai aproximar a cadeia de suprimentos muito mais, vai aproximar várias áreas dentro da própria empresa. Então, a conectividade que vai, de fato, prover a conexão de vários atores, e entre o mundo físico e o digital”, aponta Calvet.

O CEO da V2COM, Guilherme Spina, explica que o 5G vai impactar diretamente a produtividade da indústria e efetivamente possibilitar a digitalização dos ativos reais, com maior geração de valor e redução de custos.

“O Waze é um otimizador de ativos. A cidade tem um investimento em ativos, que são as ruas, e o uso desses ativos de uma maneira não digitalizada gerava uma série de gargalos. Se a gente pensar em um ambiente industrial, que tem uma série de ativos colocados, o 5G vai possibilitar que surjam os ‘wazes’, os otimizadores dessa capacidade instalada, melhorando a produtividade”, explica Spina.

O grupo WEG, do qual a V2COM faz parte, já conduz testes há dois anos da tecnologia 5G em redes privativas e estruturas de produção. E os testes mostraram que a internet de quinta geração vai alavancar a digitalização do ambiente produtivo e fornecer ganhos nos processos de suporte, melhorar as decisões gerenciais e diminuir riscos e desperdícios.

Indústria 4.0

De acordo com levantamento feito pelo Ministério da Economia, o uso de soluções 5G pode representar um impacto de R$ 590 bilhões por ano no país, tanto por causa do aumento de produtividade como da redução de custos oportunizada pela Indústria 4.0.

A alta velocidade de navegação de dados do 5G, aliada ao baixo tempo de resposta dos comandos e a capacidade para suportar conexões de múltiplos dispositivos em uma mesma rede é o que favorece o desenvolvimento de modelos de negócio 4.0, com fábricas e espaços de produção cada vez mais inteligentes.

Na chamada Internet das Coisas, as máquinas que estão conectadas “conversam” umas com as outras, abrindo espaço para aplicações como big data, automação, robotização e inteligência artificial. Tecnologias que otimizam a produção, integram processos, garantem maior eficiência, reduzem custos e aumentam a competitividade do setor produtivo brasileiro.

Próximos seminários

As capitais Porto Alegre, Natal, Manaus e Brasília receberão as próximas edições do Seminário 5G.BR, quando o Ministério das Comunicações continua debatendo os avanços possibilitados pela nova tecnologia e os meios de aplicá-los a serviço dos cidadãos. Dessas próximas capitais, apenas Porto Alegre e Brasília já disponibilizaram o 5G. Natal e Manaus ainda aguardam a conclusão da limpeza da faixa 3,5 GHz. Todo o processo de implementação do 5G nas capitais do país deve ser concluído até o dia 29 de setembro para atender às exigências da Anatel.

Fonte: Brasil 61

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Mercado da tecnologia da informação segue crescendo no Brasil

O mercado da tecnologia vem crescendo constantemente e aceleradamente no Brasil nos últimos dois anos. Os Dados foram divulgados por uma pesquisa do Centro de Tecnologia de Informação Aplicada (FGVcia). A mesma pesquisa aponta que a adoção de processo de Transformação Digital e de tecnologia da informação nas empresas aconteceu mais cedo que o esperado, ou seja, o que deveria ocorrer entre um e quatro anos, foi feito em meses.

O levantamento aponta que no início de 2023 o Brasil atingirá a marca de 216 milhões de computadores (desktop, notebook e tablet) em uso, o que significa que atingirá a marca de 1 computador por habitantes (100% per capita). Estudar e trabalhar de forma híbrida continua em alta.

Uma pesquisa da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) e de Tecnologias Digitais (Brasscom) estima que até o fim deste ano sejam investidos de R$ 345,5 bilhões na área, com destaque para big data, armazenamento na Nuvem, e a Internet das Coisas. O setor deve crescer até 2024.

Empresas catarinenses são exemplos na busca pela inovação na área de TI
A pesquisa para inovação e desenvolvimento de novas tecnologias tem sido fundamental para o crescimento do setor. Empresas têm buscado fomentar este processo. Um exemplo é a Ellevo, empresa com sede em Santa Catarina e presente em 22 países. Recentemente teve aprovação de um projeto de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação no Programa de Formação de Recursos Humanos em Áreas Estratégicas (RHAE) do CNPQ em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.

De acordo com a CEO da Ellevo, Irene Silva, o objetivo do programa (RHAE) é incentivar a participação de pesquisadores, especialmente de mestres e doutores, no desenvolvimento e inovação para agregar ainda mais ao mercado da tecnologia. “Outro ponto a ser destacado é o incentivo da busca por soluções inovadoras para problemas ou melhoria de produtos, processos e serviços”, informa.

Estas iniciativas são importantes para a retenção de pesquisadores no País. No ano passado, o Brasil recebeu US$ 45,7 bilhões em investimentos em tecnologia. Essa quantia representou 1,65% dos US$ 2,79 trilhões investidos na área em todo o mundo. O Brasil pode crescer mais. Os Dados são da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes). Este 1,65% representa uma alta de 17,4% em relação a 2020. Em 2021 o país chegou a 10ª posição no ranking de investimentos em tecnologia.

Fonte: infor channel

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Tecnologia e inovação como impreteríveis para desenvolvimento

É impossível pensar em uma nação próspera sem colocar a tecnologia como um de seus principais motores de desenvolvimento. Ao passo que presenciamos o avanço de novas tecnologias, precisamos ter clareza sobre a importância de colocarmos na pauta o investimento em inovação como um dos pilares-chave para a promoção do crescimento econômico e social de um país.

Em 2022 o Brasil passa por mais um pleito eleitoral, elegendo os líderes nos Executivos estaduais, além do presidente da República, integrantes do Congresso e assembleias legislativas. Nesse novo cenário –e independentemente de quais sejam os eleitos–, precisamos trabalhar com a visão da indústria de tecnologia e do ecossistema de pesquisa e desenvolvimento como estratégicos e essenciais para o futuro da nação.

O amplo apoio dessas áreas não é fundamental apenas para a gestão eficiente de entidades públicas e privadas, mas, acima de tudo, para a propulsão do bem-estar de uma sociedade avançada. Os principais agentes públicos, especialmente das esferas mais altas do poder Executivo e Legislativo, devem ter como ponto central o compromisso do avanço da agenda de tecnologia e inovação no país –priorizando políticas de médio e longo prazo.

Nos últimos anos, especialmente durante o período de pandemia, vimos o quão fundamental a tecnologia foi para assegurar a continuidade das atividades básicas –tanto de órgãos públicos como de privados. A chamada transformação digital atingiu patamares nunca vistos. De 2020 para cá, por exemplo, a tecnologia exerceu papel essencial para possibilitar a inclusão de serviços financeiros e sociais básicos para a população. Mostras disso foram a concessão do Auxílio Emergencial, com o pagamento do benefício totalmente digital; a implementação do Pix, sistema de pagamento instantâneo do Banco Central; e, mais recentemente, o Decreto nº 10.977/2022 que estipulou a nova carteira de identidade —chamada de Carteira de Identidade Nacional (CIN)—, sendo implementada gradativamente em todas as unidades da Federação.

O Brasil tem um histórico de adoção de tecnologia para automatizar processos e agilizar serviços de atendimento à população –estando à frente até de países maduros, como os Estados Unidos. Porém, ainda há muitos percalços que desafiam o setor a avançar ainda mais. A busca pela eficiência suportada pela tecnologia, melhorando os serviços ao cidadão, deve ser constante. Uma série de medidas pode ainda passar por aperfeiçoamento.

Por exemplo, na saúde pública, com agendamento de consultas e telemedicina à distância; na gestão urbana, com melhorias na engenharia de tráfego nas grandes metrópoles; e no relacionamento com a população, com menos burocracia no atendimento em órgãos públicos. Isso sem considerar a segurança pública, que já vem passando por mudanças, com maior monitoramento dos espaços públicos por meio de câmeras que utilizam visão computacional e análise de dados.  Tudo isso passará por avanços com o uso de tecnologia e inovação.

Seja por questões de competitividade, de regulação, passando por capacitação e investimento em educação, o Brasil tem como desafio atentar ainda mais para pontos sensíveis que impactam o seu desenvolvimento nessa área. Um deles diz respeito à inclusão e formação de profissionais de tecnologia. Dados do Relatório Setorial 2021 (íntegra – 4MB), da Brasscom, apontam que o país pode criar uma demanda de quase 800 mil profissionais de TI até 2025. Porém, ainda existe um déficit anual na formação desses talentos da ordem de 106 mil pessoas, de modo que é necessário repensar como ampliar esse ritmo de qualificação.

Para avançarmos ainda mais na agenda de tecnologia e inovação é preciso construirmos um projeto de nação centrado em oportunidades de transformação digital para a população, com a criação de empregos de tecnologia, a partir de qualquer lugar e com melhor remuneração, com vista à economia digital. A nova realidade nos mostrou que o jovem profissional de tecnologia não precisa mais estar nos grandes centros urbanos para buscar uma posição de alta qualificação no setor.

Há de se pensar que a esfera governamental deve encarar esse desafio como uma oportunidade de longo prazo. Os avanços de novas ferramentas tecnológicas como agentes promotores de inovação, como o 5G de redes móveis e a computação em nuvem, serão fundamentais para sustentar uma nova fase de crescimento em tecnologia no mundo. E o Brasil não pode perder essa chance.

Os próximos governantes e legisladores, a partir de 2023, precisam olhar para a tecnologia como meio fundamental para acelerar o desenvolvimento de nosso país –melhorando a qualidade de vida dos cidadãos e oferecendo oportunidades de forma justa, equitativa e conectada. Estamos diante de um novo contexto que começa agora e pode trazer décadas de acelerado desenvolvimento. Está em nossas mãos que a década de 2020 não seja mais uma a ser perdida. 

Fonte: Poder360

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Shutterstock vai vender imagens geradas por IA com ajuda da OpenAI

A Shutterstock oferece um dos maiores bancos de imagens do mercado. Agora, a empresa vai começar a comercializar imagens geradas por inteligência artificial (IA) na sua plataforma, de acordo com um comunicado à imprensa revelado nesta terça-feira (25). A novidade é fruto de uma parceria com a OpenAI, responsável pelo Dall-E. 

A aproximação vai expandir o catálogo da Shutterstock. Caso não conheça, a plataforma oferece um dos maiores bancos de imagem do mundo. Dessa forma, os usuários do serviço vão contar tanto com fotos feitas por câmeras quanto com imagens criadas por sistema de inteligência artificial, como é o caso do Dall-E.

A companhia afirmou que esta novidade aprofunda a parceria entre as duas empresas, firmada em 2021. “Os dados que licenciamos da Shutterstock foram essenciais para o treinamento do Dall-E”, afirmou Sam Altman, CEO da OpenAI. Agora, a aproximação entre as duas empresas seguirá adiante.

“Quando essa integração for lançada no Shutterstock nos próximos meses, os clientes receberão acesso direto a esses recursos de geração de imagens de IA, melhorando seus fluxos de trabalho criativos”, anunciaram.


Shutterstock vai pagar royalties a fotógrafos

Os colaboradores do banco de imagens não ficarão desamparados. Em nota à imprensa, a companhia informou que os usuários serão recompensados pelo conteúdo que ajudou a desenvolver a tecnologia. A gratificação será oferecida por meio de royalties quando a propriedade intelectual for utilizada para criar imagens desenvolvidas pelo sistema da OpenAI.

Trata-se de uma preocupação legítima. Por outro lado, sigo o coro do The Verge: trata-se de um movimento significativo, porém, há muitas questões legais e éticas nessa discussão. Especialmente quando se fala sobre direitos autorais – afinal, essas imagens geradas por IA utilizam outros conteúdos para gerar o arquivo final.

Mas o Shutterstock parece ter uma carta na manga. Ao site, a companhia explicou que “a propriedade do conteúdo gerado por IA não pode ser atribuída a um indivíduo”. Dessa forma, esta modalidade “deve compensar os muitos artistas envolvidos na criação de cada novo conteúdo”, o que justifica a proibição de imagens geradas por outros sistemas no repositório.


Novidade chegará nos próximos meses

As imagens geradas por IA ainda não estão disponíveis. Segundo a Shutterstock, os consumidores terão acesso aos conteúdos “nos próximos meses”. A companhia não chegou a falar sobre precificação. No entanto, a plataforma pode manter o acesso disponível a quem é assinante do serviço, que tem preços a partir de US$ 29 (cerca de R$ 150) ao mês, ao considerar o plano anual Assinatura de Imagem com pagamentos mensais.

Já os pagamentos de royalties acontecerão a cada seis meses.

Além da Shutterstock, a Microsoft também quer utilizar os poderes do Dall-E. No dia 12, a companhia anunciou o Designer, que chama a atenção pela integração com o Dall-E. A solução da responsável pelo Windows chega para bater de frente com o Canva.

Fonte: tecnoblog

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A tecnologia que ‘captura’ carbono da atmosfera para produzir diamantes

Carbono: um elemento simples que representa problemas muito profundos para nós.

O excesso de dióxido de carbono (CO2) na atmosfera contribui para o aquecimento global, com uma ameaça de colapso climático irreversível.

No entanto, o carbono também é o bloco de construção essencial de toda a vida. Ela compõe a comida que nos sustenta e fornece a energia que alimenta a economia.

Então, se há tanto carbono no ar e de qualquer maneira precisamos desse elemento para nossa vida diária, por que não usá-lo a nosso favor?

Essa é a ideia de vários projetos que buscam capturar as emissões de gases de efeito estufa diretamente da atmosfera e utilizá-las de forma produtiva.

A Climeworks, da Suíça, e a Carbon Engineering, do Canadá, são duas dessas empresas que usam a tecnologia Direct Air Capture (também conhecida pela sigla em inglês DAC) para extrair CO2 da atmosfera e usá-lo para fazer de tudo — de calças a diamantes.

Mas essas joias, claro, têm um custo.
 

Antes de mais nada, vale ressaltar que a DAC não é uma “bala de prata” — e os próprios representares do setor admitem isso.

O processo de captura e extração de CO2 provavelmente liberará algum carbono no ar. Além disso, a tecnologia ainda é muito cara e a contribuição que ela realmente dá para a remoção dos poluentes do ar é mínima no atual momento.

Mas muitos especialistas acreditam que a tecnologia de remoção de dióxido de carbono (CDR) — que inclui a DAC — é uma das ferramentas cruciais que precisamos usar para evitar uma catástrofe climática nas próximas décadas.

O Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC) — o órgão das Nações Unidas que avalia a ciência relacionada ao tema — concluiu em seu relatório de abril de 2022 que “a implantação de CDR para contrabalançar as emissões residuais difíceis de reduzir é inevitável”.

Essa é uma necessidade reconhecida pelo mercado. Grande parte do CO2 capturado será simplesmente armazenado abaixo do solo ou no fundo do mar, mas um setor em crescimento procura utilizar esse elemento essencial em cadeias produtivas.

Dados divulgados pela Reuters em 2021 mostraram que várias startups envolvidas com essa tecnologia conseguiram cerca de US$ 800 milhões de investidores naquele ano para fabricar uma variedade de produtos usando as emissões de CO2. O valor é o triplo do que foi investido em 2020.

A seguir, você confere algumas das coisas interessantes que podem ser feitas a partir do ar poluído.

Diamantes vindos ‘do nada’

Os diamantes são basicamente um pedaço extremamente condensado de carbono. A joalheria Aether, sediada em Nova York, nos EUA, produz diamantes a partir do CO2 extraído da atmosfera e garante que todas as etapas do processo são feitas com energia sustentável.

De acordo com Aether, esses diamantes cultivados em laboratório são idênticos do ponto de vista químico e visual aos diamantes extraídos das minas. A única maneira de saber a diferença é fazendo uma análise química mais aprofundada. Eles são até certificados pelo Instituto Gemológico Internacional, da mesma forma que os diamantes “originais”.

Mas como os diamantes são feitos a partir da poluição? Primeiro, em parceria com a Climeworks, aspiradores gigantes puxam o ar da atmosfera. Daí, um filtro especial captura o dióxido de carbono e outros poluentes.

O CO2 é então enviado para uma instalação na Europa, onde é convertido em metano de hidrocarboneto, que serve como matéria-prima.

Este, por sua vez, é enviado para o reator da Aether em Chicago, nos EUA, onde calor e pressão extremos permitem “cultivar” os diamantes.

Basicamente, o processo de calor e pressão de um milhão de anos necessário para criar um diamante natural é feito em um laboratório em cerca de três a quatro semanas.

E a Aether não é a única empresa que investe nessa ideia — várias outras ao redor do mundo estão produzindo diamantes similares cultivados em laboratório.

A Vrai, apoiada pelo ator Leonardo DiCaprio, diz que seus diamantes são criados em uma fundição de emissão zero no noroeste do Oceano Pacífico, com 100% de energia hidrelétrica do rio Columbia, nos EUA — a fundição é certificada desde 2017 pela Natural Capital Partners por não produzir um excedente de carbono.

Já a SkyDiamond, sediada no Reino Unido, usa um processo semelhante para fabricar diamantes apenas com energia renovável, carbono e água da chuva.

Calças de ioga e muito mais…

A LanzaTech, com sede em Chicago, também nos EUA, é uma startup de transformação de carbono, cujo “produto” é usado para fazer de tudo, desde calças de ioga a recipientes para alimentos e sabão em pó.

A LanzaTech é especializada na conversão do carbono liberado por plantas industriais de etanol. Esse material serve para alimentar uma espécie de bactéria anaeróbia geneticamente modificada.

Essas bactérias—- identificadas pela primeira vez décadas atrás em fezes de coelho — metabolizam o gás e produzem um etanol sustentável, que pode ser usado para fazer uma variedade de materiais sintéticos.

Em parceria com a varejista de roupas esportivas Lululemon — famosa por suas calças de ioga — a empresa criou o primeiro fio de tecido do mundo feito a partir de emissões de carbono recicladas.

Um concreto mais resistente

Ao contrário da captura de CO2 que se baseia em ventiladores gigantescos, a Heirloom, com sede na Califórnia, nos EUA, usa calcário para capturar diretamente o carbono.

A empresa então armazena esse material de forma permanente e segura no subsolo ou em materiais como o concreto.

A tecnologia funciona da seguinte maneira: o calcário, composto de óxido de cálcio (CaO) e CO2, é um dos depósitos de carbono mais vitais do planeta.

Ao ser triturado e aquecido, o CO2 é liberado e o CaO restante age como uma “esponja”, que absorve parte desse CO2 — que pode retornar ao estado natural de calcário.

A Heirloom coloca essas rochas “famintas” por CO2 em enormes bandejas, que são empilhadas umas sobre as outras como mini-edifícios. Isso acelera aquela propriedade natural do calcário, reduzindo o tempo de absorção de CO2 de alguns anos para apenas três dias.

Em parceria com a empresa de concreto CarbonCure, do Canadá, a tecnologia está servindo como uma tentativa de “mineralizar” o gás no concreto.

Quando o CO2 reciclado é misturado ao processo de fabricação de concreto, ele torna a massa muito mais forte — o que a parceria diz ser um cenário em que todos saem ganhando, tanto o clima quanto a indústria de construção.

O próprio concreto tem sido parte do problema climático, pois responde por cerca de 8% das emissões globais de carbono. Portanto, usá-lo para armazenar o CO2 reciclado de forma permanente é uma solução atrativa.

O fato de o concreto ser tão amplamente utilizado e atualmente não ter substituto real também é uma vantagem. Adicionar o CO2 ao concreto reduz a necessidade de acrescentar mais cimento à massa (e esse é ingrediente com a maior pegada de carbono).

A Heirloom diz que pretende usar o poder natural do calcário para remover um bilhão de toneladas de CO2 até 2035, usando a tecnologia DAC “mais econômica do mundo”.

Podemos confiar na DAC?

Embora possamos fazer muitas coisas com CO2 capturado do ar, a DAC ainda é uma tecnologia muito incipiente — e extremamente cara.

De acordo com um relatório de maio de 2022 do Instituto Mundial de Recursos, existem 18 usinas DAC de tamanhos variados, que capturam pouco menos de 8 mil toneladas de CO2 por ano. Isso equivale apenas às emissões anuais de cerca de 1.740 carros.

O custo da DAC varia de US$ 250 a US$ 600 por tonelada de CO2 extraída —portanto, é muito mais cara do que o reflorestamento, que normalmente custa menos de US$ 50 a tonelada.

Parte do motivo pelo qual a DAC é tão difícil e caro é porque o CO2 está muito diluído na atmosfera, em cerca de 400 partes por milhão (ppm) no ar. Para comparar, se houvesse 5 mil bolas de tênis representando as moléculas do ar, apenas duas delas seriam de CO2.

Mas Peter Psarras, professor assistente de pesquisa em engenharia química e biomolecular da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, diz que é importante começar e estudar o assunto.

“O problema é que estamos sem tempo. Por isso, a DAC e outros CDR precisam assumir um papel tão importante para alcançarmos as metas climáticas”, disse à BBC. “Temos que começar hoje, [caso contrário] não seremos capazes de escalar a tecnologia a tempo.”

Ele acrescenta que a DAC é uma das tecnologias mais simples de estudar e verificar os resultados, porque a comunidade científica tem uma “sólida compreensão da engenharia”.

“A DAC está acontecendo em tempo real e você pode ver isso na prática. É possível observar o CO2 por meio de um [sistema] para o subsolo. [A DAC é] durável, fácil de monitorar e verificar, mas vem com um custo.”

“Compare isso com uma floresta, que tem uma série de variáveis que podem impactar a quantidade de CO2 que entra e sai dali. Medir isso é infinitamente mais complexo”, conclui o especialista.

Fonte: BBC

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Com tecnologia e técnica, bombeiros de MS extinguem fogo na região do Pantanal

Com uso de técnicas de combate aos incêndios florestais aliadas a tecnologia, o Corpo de Bombeiros Militar de Mato Grosso do Sul conseguiu extinguir o fogo da região de Nabileque, próximo ao Forte Coimbra, no Pantanal. As chamas foram controladas após dois dias de trabalho e agora as equipes fazem o monitoramento da região desde ontem (9), para garantir a segurança da área.

A linha de fogo chegou a atingir aproximadamente 4km de extensão. “No domingo detectamos, pelo geomonitoramento que o fogo foi extinto no território brasileiro. Duas equipes permanecem monitorando e controlando a situação no local”, explicou a tenente-coronel Tatiane Inoue, chefe do CPA (Centro de Proteção Ambiental) do Corpo de Bombeiros – que funciona em Campo Grande.

O incêndio foi identificado na sexta-feira (7) após o CPA receber imagens da região em chamas. “Levantamos informações por meio de geomonitoramento. Imediatamente a equipe foi enviada ao local, por meio de embarcação junto com o Exército, e iniciaram o combate. No sábado (8), mais duas equipes chegaram para reforçar o combate na região”, explicou a tenente-coronel Tatiane.


A linha de fogo chegou a atingir aproximadamente 4km de extensão
O subtenente Clodoaldo da Silva, do Corpo de Bombeiros de Corumbá, explicou que uma das técnicas utilizadas ajudou a direcionar o fogo para uma área úmida, o que possibilitou a extinção das chamas.

“Nossa equipe de incêndio florestal efetuou o combate na região e nós verificamos que não tivemos êxito no combate direto. Então, optamos por utilizar a técnica chamada ‘fogo contra fogo’ e conseguimos direcionar a linha de fogo para o rio. Utilizamos a mesma técnica na cabeça do fogo que estava vindo para a região de Forte Coimbra e direcionamos para uma baía. Com imagens de drone verificamos que no momento não há mais focos de incêndios. Manteremos equipe de prontidão”, disse Silva.

O monitoramento da área será realizado por 48 horas, para garantir que não ocorram novos focos. A vigilância deve continuar até amanhã. O alerta das equipes também ocorre porque existem focos de incêndio na Bolívia, próximo da região da fronteira onde o fogo foi extinto.


Treinamento no Parque das Nascentes do Rio Taquari
O Corpo de Bombeiros realizou dois treinamentos recentes das equipes de combate a incêndios florestais. Entre os dias 28 e 30 de junho foi realizada uma ação piloto no Parque Estadual das Várzeas do Rio Ivinhema localizado no município de Juti, e que se estende por Taquarussu e Naviraí.

A ação reuniu aproximadamente 60 pessoas, entre bombeiros e equipe do Imasul (Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul), Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) – por meio do PrevFogo (Centro Nacional de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais) e brigadistas –, e UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul).

O mesmo treinamento ocorreu entre os dias 5 e 7 de julho no Parque Estadual das Nascentes do Rio Taquari. “O local tem características totalmente diferentes da região do parque do Ivinhema, vegetação, vento, umidade, temperatura. Tudo foi mais desfavorável, uma outra experiência. Tivemos que adiar uma vez o início, mas quando o trabalho começou deu tudo certo. Foi um grande aprendizado para ampliarmos no ano que vem”, explicou Leonardo Tostes Palma, gerente de Unidades de Conservação do Imasul.

Fonte: Acritica